terça-feira, 8 de julho de 2008

Irc!

Eu não tinha idéia de quanto um soluço pode nos fazer entrar em contato com as questões mais profundas da existência, agora entendo a maçã de Newton. Pequenas coisas, as pedrinha ao lago, que criam tsunamis de reflexão. O soluço, uma causa qualquer, a metáfora dos problemas persistentes, das aflições recorrentes. E ainda não se pode prender o ar e engolir em seco, tomar os três golinhos de àgua, ou mesmo dar-se ao susto é uma quedância deixar alí o que há e encarar o nada posso fazer. Um irc! e quantas vezes deixei o ar ir e vir num medo, uma entrega, a intenção de parar ou de continuar. E o quase vai como o disco riscado inflando coisas velhas e a lã vermelha na testa e nada funciona e ele está ali como o chocalho do índio na dança da meia lua invocando um iceberg com todas as suas profundezas. As coisas vão bem, mas o todo é meio essa sensação de soluço. Do suspiro quebrado, invadido pela incerteza do para onde estou indo e vem o cansaço, muito, danado e quebrado também e refém eu contiuo. Feliz, isso é fato, e não é uma felicidade trôpega, ela não, talvez a única firme, sonora e longa, vem trazer uma força ao diafragma que agüenta. Um soluço e todas estas palavras. Um soluço e o mundo já não é tão real e tão provável e eu nem sei mais para onde estou indo e me pego rezando como menino e pedindo ao santo do dia um pouco de ar e paz e sabedoria, principalmente, para entender as frestas disso que vem se compondo ainda sem nome nas voltas da minha vida, desse novo eu que (sobre)vive aos e para os soluços.
irc!
t+

Um comentário:

Veneranda Pedroza disse...

Claudio, obrigada por ter me adicionado... O endereço do teu blog também já está lá no cantinho Oficina de Feras! =)

E... irc... rs

Abraços!