quinta-feira, 30 de julho de 2009

Livros

Uma amiga escreveu essa frase que gostei muito em seu blogue, caiu bem com as revisitadas que tenho feito à coisas que publiquei. Um outro amigo que está reescrevendo um romance já publicado... A questão dela não é se devemos mudar o que foi registrado, isso cada um escolhe, é mais o pensamento de porque isso se dá, aí vai:
Acho que os livros são como fotografias, que captam as cores de um momento. A paisagem muda, o fotógrafo muda, então em outro momento, a foto vai mesmo sair diferente. E por isso os livros são tão especiais, porque registram alguém que fomos. E cores que já morreram.
Mariana Santos

Um comentário:

Kizzy Ysatis disse...

Acho mesmo linda, a poesia da frase. O sentimento nostálgico do passado e de quem fomos, mas, ainda vivos, somos suscetíveis à mudanças, nos transformamos, crescemos, evoluímos.

O eu do passado realmnete morreu e não é o eu de agora e nem do amanhã.

Aquele menino que fui, morreu na foto. Não existe mais, agora tem barba.

Só a morte e o pérfido olhar da medusa são capazes de nos estagnar.

EU SOU A MINHA OBRA.
Enquanto viver, ela vive também.

Assim fez Rubião, assim faz Lygia e assim farei eu.

Entretanto, quando abandonar este mundo, minha obra pára de se mexer. Descansa em paz.

Nos separaremos, a alma voa, a obra pousa, no colo do leitor do sempre.

Beijos suaves...