terça-feira, 24 de abril de 2007

Vida de Inseto

Eu não sei porque esse título, mas foi o primeiro que veio. Eu não sou muito bom pra títulos, meus textos, na maioria, são batizados por outros. Nome é uma coisa complicada de dar, nomear é algo delicado. Ao nomearmos algo, escolhemos entre milhões de possibilidades uma e não tem mais volta, dado o nome a coisa será ele.
Eu nem sei porque estou falando disso, mas... quando nomeamos alguém de forma diferente, damos um apelido e tal, acreditamos, que de certa forma estabelcemos um vínculo mais intímo com essa pessoas. Seja esse nome carinhoso ou pejorativo, nós nos demos ao trabalho de criá-lo e diante de nós o fulano não é mais o que era, tem uma identidade única, as vezes, só nossa.
É engraçado como as crianças fazem isso. Com frequência absurda. Ela saem destribuindo nomes novos para todos os lado, aquela porção criadora dela, ainda tão viva e pouco podada, cria o desejo de nomear tudo de forma especial. Pejorativamente na maioria, no entanto, como já disse, estabelenco elos intímos com tudo o que os rodeia. Na juventude, ninguém tem o nome de batismo.
Eu já tive muitos nomes e ainda hoje tenho vários. Durante muito tempo foi um tabu para mim falar deles, principalmente os antigos. Contudo hoje, com fios mais brancos na cabeça, os analiso sem medo, encarando meus fantasmas.
Um dos que mais me marcou foi Flor. Era um nome dado pelos garotos do colégio, pois eu sempre tive uma voz muito fina e um jeito muito afetado de muleque mimado. Olhar para essa Flor era como divisar a coroa do meu enterro. Horrível. Com o tempo eu aceitei o cheiro floril e comecei a pensar, tudo bem, mas que flor era essa? Margarida? Cravo? Crisantemo? Rosa? Lírio? Impossível saber, a maioria daqueles que criaram esse nome para mim nem se lembram, e acho que sinceramente nunca pensaram nisso... mas eu penso, penso categoricamente e nunca cheguei nem perto da resposta. Além de Flor, já vieram coisas como Orisvaldo, Doni, Faustinho, Rolha de Poço, Baleia Branca, Estranho, Louco e Meu Amor, Meu Anjo... ditos em menos quantidade mas guardados por mim com a mesma saudosidade.
Me perco no texto.
Nomes. Stanislaw fala sobre nomes e que é intolerável um fracote com nome de Hércules e um Hércules com nome de Mimoso. Quando criei o nome do Hipocentro, ou melhor, escolhi esse nome para representar meu blog, site, e mais o que viesse para expressar minhas idéias, não tinha entendido a seriedade da coisa. A força do que Hipocentro significa exige muito das ações e resultados do que o movimento deve repercurtir. E eu, sinceramente, não me vejo fazendo nada demais, onde estão os epicentros? Um pequeno tremor? talvez... Uma antitese, ou paradoxo, ou incoerência? ... Provavelmente.
Acho que esse texto merece outro nome: Lixo.
rs
té mais

Um tremor nas estruturas? Não há nome que garanta isso. Mas... se é a proposta...

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