Páginas

domingo, 28 de junho de 2009

Lançamento do Blablablogue no Rio de Janeiro


Terça, dia 30 de junho, estarei na Livraria Odeon lançando o Blablablogue.
Fábio Fernandes, Mercelo Maluf e eu. Laura Fuentes disse que vai aparecer. Como ela é assim, uma lenda urbana, eu quero é ver.
Apareçam por lá. Confesso que estou assim, meio medroso. Esse papo de avião.
Sabe como é... a única coisa que me acalenta é que na pior das hióteses vou assistir um show do Michael Jackson, que, com certeza, une céu e inferno neste momento. Todos juntos. Anjos e demônios. Catando Bad.
nos vemos lá! (no lançamento)

domingo, 21 de junho de 2009

Encontro de Criação Literária: Plínio Martins

Neste evento o bate-papo vai ser com um dos maiores editores do país.
Plínio Martins promete falar de mercado editorial e publicação sem romance.
Todos os participantes vão ganhar um livro da Terracota Editora.
Ganhar mesmo, ou você acha que 15 reais paga uma palestra desse porte e ainda um livro novinho?
Nos vemos lá, abraços e beijos.

Bate-papo com Escritores na Martins Fontes

Mais um evento com apoio da Terracota Editora.
Que envolve os professores do curso de Criação Literarária do Espaço Cultural Terracota.
Entrada gratuita, não perca!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Era uma vez para sempre



Lançamento do Era uma vez para sempre
(seleção de contos infanto-juvenis)

Organizado pelo escritor e arte-educador Marcelo Maluf, o livro contém vinte contos infanto-juvenis de autores veteranos como: Tatiana Belinky, Heloísa Prieto, Jorge Miguel Marinho, Leo Cunha, entre outros e, ainda, um seleto grupo de autores iniciantes. Com histórias que vão do realismo poético ao imaginário fantástico, o livro apresenta um panorama diversificado da literatura produzida para jovens leitores no Brasil.
Organizador: Marcelo Maluf
Autores: Cláudio Fragata, Claudio Brites, Daniela Pinotti, Heloísa Prieto, Índigo, Jorge Miguel Marinho, João Anzanello Carrascoza, Leo Cunha, Luiz Bras, Luiz Roberto Guedes, Marcelo Maluf, Marilia Pirillo, Maria José Silveira, Sandra Pina, Silvana Tavano, Sônia Barros, Tânia Alexandre Martinelli, Tatiana Belinky, Tereza Yamashita e Valquíria Prates.
Ilustrações: Fábio Tremonte
Quando: 20 de Junho, Sábado, das 15h30 às 18h30.
Na Livraria Martins Fontes, da Paulista.
Próximo à estação Brigadeiro do Metrô.
E teremos a ilustre presença da Tatiana Belinky!!!

Nos vemos lá!
Aquele beijo...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Queimem os livros!

Depois do que aconteceu com as Hqs e com o poema do Joca Terron eu pensei e considero que a literatura, concordo, deveria ser proibida, assim como a maconha.
teríamos, então literatura sendo traficada nos becos, que, convenhamos, é o lugar dela.
as pessoas se cutucariam quando vissem um roda de leitores na praça.
atravessariam a rua e abaixariam a cabeça.
escritores no bar seria motivo de blitz de charutos e ternos risca de giz.
concordo que a literatura deveria ser expurgada de todas as escolas.
onde é dissecada e emburrecida. perdida.
ignorada.
então os moleques cabulariam para ler.
cheirar as páginas, cheiro de livro.
para gozar no Cortiço e seus beijos suados.
xingar capitu de putinha dissimulada.
afinal o sexo no livro é muito mais sexo do que na novela.
no livro você volta e volta e re-lê e lê de novo.
vetem. proibam.
não foi assim que os quadrinhos ganharam força?
quando declarados proibidos e marginais?
vetem a literatura e quem sabe transtornamos tordorov e ela saia do perigo eminente de desaparecer.

Dia dos namorados, uma homenagem

a minha:

Pensão
Se ele soubesse, teria gozado fora.

outras aqui:
Fernando Lima
Brontops
Denize

e Luciano Vieira Francisco com seu:

"Amar é... http://www.baboo.com.br/absolutenm/templates/content.asp?articleid=35342&zoneid=292&resumo=xbox_360_/_projeto_natal_fim_wii_"

se comam!

terça-feira, 9 de junho de 2009

óbvio

o mundo é dos mais fortes, a tal da seleção natural.
eu estou saindo.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

resultado do reality show

reescreva. você tem o final de semana prolongado para isso.

domingo, 7 de junho de 2009

reality show

inicio agora a escrita do meu projeto de mestrado.
tarefa que eu tive meses para realizar.
tenho café. estou rodeado por livros. minha esposa dorme.
nenhuma ideia na cabeça.

sábado, 6 de junho de 2009

e tem mais

Hoje senti saudade. De algumas caras que na minha memória já não tem a cor dos olhos definidas. De alguns cheiros que perderam o fixador. Senti falta de alguns empregos que odiava. De coisas que “não agüentava mais”. Pensei saudade de vozes infantis. De dias tediosos. Saudade da solidão. Do medo de nunca ter ninguém. Saudade da companhia de sempre. Senti saudade da minha mãe e meu pai comendo pipoca e da minha irmã com os pés no meu colo, enquanto na televisão passava um filme alugado em VHS dublado. Senti saudade da primeira namorada. Senti saudade do primeiro fora. Senti saudade do cão que morreu com o bicho do porco na cabeça. Senti saudade de quando comia bolo de chocolate escondido, por conta da alergia ao leite (eu ainda não conhecia o leite de soja). Senti saudade do frio da festa junina. Do medo de não beijar ninguém. De não beijar ninguém. De beijar alguém. Do frêmito do toque no lábio frio e desconhecido. De ser o padre na quadrilha e querer ficar com a noiva. Saudade do grupo de teatro. Da verdade que era tão óbvia. Saudade dos jogos de futebol de salão. Do medo de nunca emagrecer. Senti saudade do primeiro ano na faculdade. Da não possibilidade de sobreviver aos infinitos trabalhos. De descobrir que tudo não era tão sério assim. Senti saudade do boteco. Do primeiro gole de cerveja. De descobrir o que era swing. E swing. Das conversas cheias de palavrões, algo raro nos meus ouvidos católicos e pouco caóticos. Da garota de cabelos encaracolados e dentes tortos. Da loira mais velha. Da prova de economia. Senti saudade do emprego no banco. Dos amigos do banco. Do medo diário de não bater meta. Da cirurgia a laser para não usar mais óculos. Dos óculos. Do passeio a Peruíbe. Saudade de quando descobriram que eu tinha sim namorada e sim ela era uma loira gata e sim era mais velha. De descobrir que ela era louca e de que eu queria ser padre. Do fim. Do começo. De saber que não queria ser padre. Da roupa preta e das unhas pintadas de preto. Do travesti de cartola. Saudade de descobrir a Enya. A Lorena. O Links e o sister of mercy. New order. Saudade das sete estrelas cadentes. Do acampamento improvisado e eu de terno. Do dia das mães. De começar a conversar com meu pai, depois de uma vida toda sem conhecer sua voz. Saudade do meu aniversário de 20 anos. Das pessoas que eu nem conhecia. Da mulher de olhos azuis e eternos. Da pequena de olhos verdes de graça. Saudade da faculdade de Letras. Da descoberta da literatura como parte da minha alma ainda sem espírito. Da sinceridade dos professores. Da falsidade dos amigos. Saudade do fim do namoro de muito tempo com os olhos verdes, sem graça. Saudade de cotidizanizar. Saudade de outro grupo de teatro. Saudade do começo do namoro. Do primeiro amor maduro. Saudade de brincar de editor. Saudade de fingir escritor. Saudade da saída de casa. Do começo de casamento. Do apartamento e da Liberdade. Do medo de não dar certo. Do amor sem fronteiras. Saudade da vida à dois. À três. Das risadas com mais. Saudade das oficinas de escrita. Do medo da escrita. Da possibilidade de ser pai. Da certeza “vou ser pai”. Da gravidez. Do parto. Dos primeiros meses. Do primeiro banho. Da primeira febre. Do apartamento no quinto andar. De brincar que o Brás era Paris. Da ideia de publicar os outros. De achar que ia me divertir. Dos projetos quando eram só projetos. Das bocas quando ainda não estavam prontas. Das brigas. Dos mils reais. De querer ser escritor. De escrever. Das conversas de segunda. Da foice. De ontem. De um tempão que fiquei sem chorar.

Saudade do momento que comecei a escrever esse texto e ainda não tinha consciência de quanta coisa que há pra sentir saudade.