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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

1° Lançamento



O livro Prática de Escrita - Histórias em Quadrinhos, da Terracota Editora, será lançado no próximo sábado, 20 de dezembro, a partir dás 19h30, na HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142 - São Paulo/SP).

É o primeiro lançamento da Editora.
Trabalhamos um bocado e apostamos alto para que esse projeto saísse. Sem que os jovens autores não precisassem desembolsar nada além de seus trabalhos.
Ele é organizado por Carlos Andrade e Silvio Alexandre. Este último deu cada gota de suor para o projeto acontecer em tempo recorde.
Foi feito em parceria com o pessoal do Quarto Mundo e a Universidade Cruzeiro do Sul.

As histórias são precedidas de um ensaio escrito por Carlos e quadrinhista Octavio Cariello.


Espero que apareçam!


t+

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

OFF

A crise econômica atingiu meu vizinho. O que acabou me prejudicando: ele teve que deixar de pagar (ou cancelar) a assinatura da internet e eu, que utilizava seu sinal de wireless, também fiquei encalhado num mar sem ondas.
Muita areia nos meus olhos. Até pensei em aparecer por lá e oferecer uns trocados para o pagamento da fatura do mês, mas vai que ele se constrange e me constrange na hora da questão: como você sabe?
E nessa tenho que usar o tempo de almoço para devorar a necessidade de downloads e posts. Colocar em dia os Assuntos e não me sentir só. É o vício.
Tudo tem seu lado bom. É o que dizem. E eu comecei a colocar algumas leituras em dia. E num caldo misturei três livros que ainda não fizeram digestão, não pela má qualidade dos temperos, mas pela força do sabor. Confuso, não sei se sairá por baixo ou por fora. As obras são: Contemporâneos de Beatriz Resende, O Enigma Vazio de Affonso Romano de Santanna e O Filho Eterno de Claudio Tezza.
O premiado livro de Tezza serve como exemplo das teorias levantadas pela Professora Beatriz, que, aliás, não responde meus emails, e pelo crítico Affonso, que não só responde como me convidou para uma palestra sua, aqui em São Paulo, onde reencontrei o Edson Cruz, do Cronópios, com quem divide alguns abismos. É um diálogo vivo, cheio de cores, que mostra como a tragédia e o vazio pode se tornar produtos e valer muito, muito, muito. O livro é bom, não é surpreendente, mas é bom e conversa determinantemente com o espírito de sua época.
Leiam, leiam.
Desliguem o MSN, Orkut e leiam os três ao som das chuvas que vêm caindo sobre a cidade e sintam o sabor interessante que proporcionam. Três livros, sumo da contemporaneidade.
De fazer rir e chorar, como é próprio da arte. Seja sucesso de critica, de público...
T+

sábado, 6 de dezembro de 2008

F(ui) C(riticado)

Quarta foi um papo com Paulo Lins, escritor de Cidade de Deus, no b_arco. Que papo! Ele fez mestrado em lingüística. Eu tenho chances! Tenho! Amém! Espero. Ele é beleza, pena que na mesa o povo fica colocando política, tristeza e esquece da beleza que é a coisa da produção. Tirando a pergunta das subordinadas e coordenadas, do Carlos. Sabe? Subordinadas para dar idéia de prolongado, idéias que se arrastam, a falta de pressa dos anos 60. As coordenadas compõe as possibilidades do ritmo da cocaína.

As oficinas da Labmind acabaram. Prometo atualizar o site, o mais breve, mas vamos respirar.

Hoje foi a oficina do Roberto Causo, uma enciclopédia! Santo Deus. Quantas idéias, quanta coisa. Daria um curso de um ano e ainda teria assunto. Pena que não gostou do meu conto de Ficção Científica, mas é bom que assim seja, sem preferência para a busca da excelência. (mais rima, blerq!)

Falando de Ficção Científica, ontem foi o lançamento, na PUC, da revista Portal Neuromancer, organizada por Nelson de Oliveira, com contos de FC de autores novos e tarimbados. Entre eles o Roberto Causo, o próprio Nelson e o Tiago “Bode” Araújo (que mandou muito bem no lançamento, colocando a literatura em foco, como deve ser!).

Para saber mais, leia o Marcelo Maluf ou o Bruno Cobbi, que estiveram lá até o fim. (Neném chorou, sabe como é...)

Bem, é isso. Começando a novela e amanhã tem RPG. Afinal, mereço afiar a mente no ócio.

Saudade de tudo. Do que não sei.

T+

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Entre ontem

O sono não vem.
A semana começa, sem dó.
00h20.
No Insônia, ótimo companheiro neste horário, o Lançamento da Neuromancer.
Organização Nelson de Oliveira, com texto de Tiago Araújo.
Apareçam, sexta, dia 05.
E no 06, última oficina de Prática de Escrita organizada por mim para a Terracota Editora.
Roberto Causo, falando sobre escrita de Ficção Científica.
Prometo que o site será atualizado e logo verão as fotos que comprovam o sucesso que foi a sucessão de eventos que vem acontecendo desde o encontro Prática de Escrita, em outurbo.
Amém.
E leiam "A Arte de Produzir Efeito Sem Causa" do Lorenço Mutarelli, meu Deus! Leiam.
E também "Surfita Prateado: réquiem". Nas bancas. Leiam.
E ainda "Esse ofício do verso", do Borges. Leiam.
Disparidades que me ocorrem:
Tenho gastado um bocado de grana com quadrinhos.
Grana, aqui, é como a grama em São Paulo, parca. Ou nada.
Tenho medo de me perder no barulho, e você?
Um microconto que escrevi na oficina do Marcelino (afinal eu também participo, no fundo e por isso que organizo), a proposta do exercício era criar a narrativa inspirada em uma figura conhecida que ele indicava, você lia e as pessoas tentavam advinhar, o meu foi:

Não iluminava, apagava.

Sabe quem é?
Quem acertar ganha um livro.

Teve outro, do Felipe Castilho, foi:

Três dias depois, ficou de saco cheio e foi embora.

Muito bom.

Essa coisa do microconto é um medo, de ficar só na frase, no chiste. Perder a narrativa. De ficar na bolada, perder o conto. É uma tarefa, algo para se ter cuidado e bom demais para afiar a relação com as palavras.
Que não andam muito bem, comigo, ao menos. Me esnobando, não sei.
Talvez seja a falta de atenção, elas são exigentes, sabem... bem.
Não sei. É o sono.
Vou indo, assumir que já é amanhã.
Apareçam.
T+