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domingo, 28 de setembro de 2008

O líquido primordial

Descobriram do que é feita a matéria escura que preenche 23% do conteúdo do universo. A matéria negra que compões os buracos negros e sua energia escura, energia que está presente em 73% do espaço sideral. Muitas tentativas, muitos computadores quânticos queimados, pedaços da terra dizimados, em busca desta resposta, mas o sacrifício não foi em vão.  Astrônomos, físicos, químicos, toda comunidade cientifica reconhece que esse passo é um dos mais importantes na nossa busca pelo entendimento do impulso primevo. Mudará as folhas do livro didático e normatizará nossos próximos passos nessa busca infinita, ou não, do que nos fez ser o que somos e tudo existir como é.

Depois de observações minuciosas utilizando as mais diversas metodologias e intensas coletas cosmológicas, que sacrificaram milhares de vidas robóticas, andróicas e algumas humanas, foi determinada a seguinte composição: ácido asorbico, cítrico, úrico, lático e pirúvico (ciclo de Krebs); frutose, potássio, colesterol, uréia, magnésio, zinco e vitamina B12/E/C. Aqueles com alguma formação médica, ou com um pouco de conhecimento biológico perceberá que esta é a mesma composição do que conhecemos como sêmen.

Sim. O universo é, em sua maioria, composta pelas mesmas substâncias do líquido seminal. Todos os planetas, estrelas, sóis estão mergulhados num grande oceano de porra primordial. Com esta conclusão os cientistas sabem que o próximo passo é investigar de onde veio tanto gozo. Que gozada estupenda foi essa que preencheu 73% do vazio do universo. E se seria, dessa porra que teríamos nos originado.

Somos espermas que se fecundaram per se? Ou haveria um grande útero cósmico?

Perguntas que seguirão à busca do grande pênis divino.

Talvez, dizem os mais crédulos, menos metódicos, ainda estejamos dentro desse grande útero e sejamos ainda espermatozóides mergulhados nesse leite escuro e infinito.

Os religiosos castos começam a discutir melhor a imagem do sexo construída em milênios sobre a visão de uma religião pouco afrodisíaca. Afinal, se Deus, pensando em uma veia criacionista, monoteísta, é o responsável por tanto gozo ele teria prática um ato sexual. Ou masturbatório, que seja, mas houve o estímulo. Alguns conservadores tentam levantar a teoria de uma possível polução noturna, mas tanta porra, contradizem os cientistas, não poderia ter vindo de um sonho bobo pela madrugada. E se veio, que sonho foi esse?  Os mais curiosos, adeptos de uma relação sexual divida, vão além e indagam o que teria ordenhado esse falo soberano. Uma vagina? Ânus? Boca? Teria ela cuspido? Ele?

Um passo importante. Toda essa energia escura nada mais é do que uma grande e concentrada energia sexual. Uma via láctea realmente, leitosa e fecunda. Não estamos atolados em merda, como afirmam os pessimistas, e sim em porra. Fazemos parte de uma porra só. 

terça-feira, 23 de setembro de 2008

só hoje.

(Quantos erros de português eu cometo escrevendo aqui, direto? Sem passar pelo corretor do editor de texto? Vamos ver, vou postar e quem perceber os erros pode comentar.)
Hoje não vou falar de eventos, de coisas que andei fazendo, vou escrever sobre o que não deveria: a minha falta de vontade. Afinal, quem assume que não sente mais vontade? Mesmo? Que não quer mais saber, que tudo meio que ficou monocromático. Acordar, escovar, trabalhar... E não quero esse papo arrastado de corrente que tem gente pior do que eu, ao menos hoje, nenhum corte dói mais do que essa pelinha no meu mindinho. No vulto de um monte de coisas ao mesmo fôlego eu me perco procurando o botão do pause, ao menos a câmera lenta e nada e já fui atropelado por meus próprios pés. Não estou falando de falta de amor, a coisa aqui é a ausência de tesão. Casamento em bodas de prata com a existência. Todo mundo já passou por essa. Reprise de filme ruim.
t+

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Quanto tempo. Pouco tempo.

Tenho freqüentado a oficina de escrita do Nelson de Oliveira. Ímpar.
No Marcelino a coisa também começou com a corda toda. Danado.
Se bem que faltei na última aula. Sacomoé.
Acho que esse ano a coisa descamba. Ou não.
Ou viro oficinando profissional, ao menos.
Final de semana Itaú Cultural organiza: Invisibilidades: ficção científica no século XXI: ainda é possível? No blog oficial dá para saber mais, estarei por lá.
E a poete Denize Muller estréia virtualmente.
Está no ar o site da Terracota editora. Organizo, lá, o livro lilás do sexo. Contos eróticos.
E não deixe de aparecer no Encontro Prática de Escrita. Algumas cadeiras livres.
E não tenho como deixar de falar do livro os livros de sayuri da minha amiga Lúcia Hiratsuka.
Uma obra de porcelana com traços finos e coloridos.
Mais novidades logo. Logo.
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