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segunda-feira, 30 de abril de 2007

Folhas ao Vento

Ontem foi o lançamento do Folhas ao Ventos. Sucesso! de venda e público.
Agardeço a todos que foram lá prestigir e aqueles que não puderam ir mas ligaram ou mandaram um email encomendando um exemplar.
Kizzy Ysatis veio direto de Santos, depois do sucesso com a divulgação local do Clube dos Imortais, só para prestigiar o lançamento.
Folhas ao Vento, por hora, só estará sendo vendido pelos autores, mas depois de junho será encontrado em todos as livrarias virtuais. Mais informações: www.andross.com.br
Sem...
témais

quinta-feira, 26 de abril de 2007

The Book Of Love

The book of love is long and boring
No one can lift the damn thing
It's full of charts and facts and figures
And instructions for dancing

But I
I love it when you read to me
And you
You can read me anything

The book of love has music in it
In fact that's where music comes from
Some of it is just transcendental
Some of it is just really dumb

But I
I love it when you sing to me
And you
You can sing me anything

The book of love is long and boring
And written very long ago
It's full of flowers and heart-shaped boxes
And things we're all too young to know...

But I
I love it when you give me things
And you
You ought to give me wedding rings

Peter Gabriel

Momento love songs ...

terça-feira, 24 de abril de 2007

Programação Imperdível da:


BIBLIOTECA TEMÁTICA DE POESIA ALCEU AMOROSO LIMA

PROGRAMAÇÃO MAIO - JUNHO / 2007

CURSOS


Escrevivendo - escrita e leitura para o cotidiano

por Karen Kipnis e Gilson Charles dos Santos

A proposta da oficina é incentivar jovens e adultos a produzirem textos e a refletirem sobre sua maneira de escrever. Pretende, assim, desmistificar o ato da escrita, transformando-a num processo centrado na reflexão sobre o assunto, sobre a forma textual adotada, o papel do leitor e o encadeamento das idéias. Neste módulo serão abordados os gêneros do discurso e gêneros literários.

Karen Kipnis e Gilson Charles dos Santos são professores de redação, graduados em Letras pela USP.

7, 14, 21 e 28 de maio e 4, 11, 18 e 25 de junho

Segundas, das 19h às 22h, no Mezanino

30 vagas

Poesia de cena - palavra, corpo e som

por Nilson Muniz

A oficina visa explorar a multiplicidade da poesia como via inspiradora de expressão voltada para a cena. O eixo principal será o desenvolvimento de uma narrativa poética corporal, a partir do suporte imagético da palavra. Utilizando-se da música e da dança, busca-se despertar no participante o poeta latente que reconstrói seu universo imaginário através do corpo e da voz, conduzindo a palavra em cena e explorando as suscetibilidades da poesia do som em movimento.

Nilson Muniz é ator, bailarino, cantor e compositor.

8, 15, 22 e 29 de maio e 5, 12, 19 e 26 de junho

Terças, das 19h às 22h, no Mezanino

25 vagas

Construindo e contando a literatura de cordel

por César Obeid

Através de histórias, dinâmicas e improvisos o participante aprenderá algumas regras (rima, métrica, verso, estrofe e narrativa) do cordel e do repente. O universo da poesia popular será mostrado com dinâmicas e exercícios de teatro de cordel. Haverá um sarau de encerramento com o trabalho dos alunos.

César Obeid trabalha com a recriação do cordel e do repente na educação, teatro e literatura. Autor do livro Minhas Rimas de Cordel, é membro da Ucran - União dos Cantadores Repentistas e Apologistas do Nordeste.

9, 16, 23 e 30 de maio e 6, 13, 20 e 27 de junho

Quartas, das 19h às 21h, no Mezanino

30 vagas

Sophia e João: poesia entre duas águas

por Micheliny Verunschk

A poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen e o poeta João Cabral de Melo

Neto foram contemporâneos e mantiveram estreita relação poética e intelectual. O objetivo do curso é apresentar esse diálogo e discutir a produção desses importantes poetas e sua permanência na atualidade.

Micheliny Verunsck é poeta e mestre em Crítica e Teoria Literária pela PUC/SP. É autora de Geografia Íntima do Deserto, indicado ao Prêmio Portugal Telecom de 2004, e de O Obervador e o Nada.

9, 16, 23 e 30 de maio e 6, 13, 20 e 27 de junho

Quartas, das 19h às 21h, no Auditório

30 vagas

Narrativas breves - e outras nem tanto

por Marcelino Freire

Trabalhando desde minicontos até romances e poemas, destaca o trabalho com a linguagem e com a preparação de um livro. No primeiro módulo, uma discussão sobre o excesso de adjetivos e advérbios. Como "enxugar" o texto. Exercícios de minicontos. Reescrever, em poucas linhas, contos clássicos da nossa literatura. Como evitar clichês e lugares-comuns. No segundo módulo, o acompanhamento do projeto literário de cada participante. Discussão coletiva. Como preparar um livro. Abordagem sobre os gêneros. Discussão sobre divulgação/mídia.

Marcelino Freire é um dos principais nomes da nova geração de escritores brasileiros. Autor de Angu de Sangue, BaléRalé e Contos Negreiros, vencedor do Prêmio Jabuti 2006, entre outros.

17, 24 e 31 de maio e 14 e 21 de junho

Quintas, das 19 às 21h, no Mezanino

25 vagas


SARAUS

Concertos Literários

Coodenação: Eduardo Lacerda e Flávio Rodrigo Vieira

Recital de abertura com os poetas convidados Zhô Bertholini e Jurema
Barreto, editores da Revista A Cigarra, o mais antigo veículo especializado em poesia do país, com 25 anos de atividade.
Música convidada: Elisa Gatti, apresentando versões musicadas de poemas
de grandes nomes da
literatura, desde Casimiro de Abreu e Fernando Pessoa a Frederico Barbosa, entre muitos outros.
Sarau aberto à participação do público, convidado a declamar seus textos.
11 de maio

Sexta, às 20h, no Auditório

O Autor na Praça na Biblioteca

Coordenação: Edson Lima

O projeto O Autor na Praça acontece desde 1999 no Espaço Plínio Marcos, na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto, e em diversos eventos na grande São Paulo, reunindo escritores, poetas, cartunistas, músicos e outros artistas. Tendo como ponto central a literatura e agregando outras formas de manifestações artísticas, o projeto ocupará a Biblioteca, promovendo lançamentos de livros, recitais, apresentações musicais etc.

18 e 25 de maio e 1, 15, 22 e 29 de junho

Sextas, às 19h30, no Auditório


EXPOSIÇÃO

Xilo, Cordel e Repente

por César Obeid

As três principais vertentes da cultura popular sertanejo-nordestina: xilogravura, a forma tradicional de impressão das capas dos folhetos de cordel; literatura de cordel, uma das mais tradicionais narrativas em versos; repente, o improviso poético (cantoria de viola).

As xilogravuras populares estão umbilicalmente ligadas às ilustrações das capas de folhetos de cordel. A exposição mostra a como é feita a interação das matrizes e dos versos, através de impressões em tecidos coloridos.

Serão expostas xilogravuras, matrizes, folhetos de diversos períodos, livros, CDs, além de textos informativos que localizarão o visitante neste mágico universo da cultura popular brasileira.

De 7 de maio a 30 de junho, de segunda a sábado, das 8 às 19h.


APRESENTAÇÕES MUSICAIS

Sábados, às 18h, no Auditório



Mona Gadelha

Iracema - Do Épico ao Pop

Uma Iracema lírica e ao mesmo tempo contemporânea, neo-tropicalista. Samplers de bases rítmicas do maracatu do Ceará e de registros indígenas formam a trilha sonora para a cantora e compositora Mona Gadelha recitar trechos do livro Iracema e introduzir pequenos comentários sobre a personagem de José de Alencar. A índia Iracema, lenda associada à origem do povo do Ceará, tornou-se ícone feminino, musa inspiradora de obras musicais, dramáticas, literárias, cinematográficas e de manifestações da cultura popular.

12 de maio


Edvaldo Santana

Reserva de Alegria

Edvaldo Santana apresenta canções que realçam a importância que a poesia tem na sua obra, começando pela literatura de cordel trazida pelos pais nordestinos, passando pelos poetas da periferia e suas parcerias com os poetas concretos e contemporâneos. No repertório, músicas de seu último CD, Reserva de Alegria, e parcerias com Arnaldo Antunes, Augusto de Campos, Itamar Assumpção, Paulo Leminski, Tom Zé, entre outros.

19 de maio


César Obeid

Literatura de Cordel e Repente

O universo da cultura popular traduzido por muitas rimas, ritmo e movimento. César Obeid apresenta poesias e histórias, criadas ou recriadas por ele. Tradição oral, fábulas, mitos e histórias contemporâneas ditas em rimas e versos. Improvisos (repentes) interagindo e descontraindo o público.

26 de maio


Nilson Muniz

CabraPedra

O universo poético do escritor João Cabral de Melo Neto é o fio condutor desta performance que desenvolve um vocabulário cênico composto de elementos como a palavra, o gesto e o canto. O imaginário do poeta, tendo como instrumento o corpo e a voz, permite a condução da palavra em cena e a descoberta de novos caminhos na busca de uma narrativa.

Participação do músico Filpo Ribeiro (viola,violão, rabeca e marimbau).

2 de junho


Bráulio Tavares

Contando Histórias em Versos

Escritor, poeta, compositor e cantador, Bráulio Tavares transita nesses dois universos diferentes, mas próximos, que são a poesia e a música. Neste show apresenta canções narrativas na obra de artistas de diferentes gêneros, desde Chico Buarque e Caetano Veloso até Luiz Gonzaga e Beatles, além de canções próprias. Recita também poemas de Carlos Drummond de Andrade, Augusto dos Anjos, Mário de Andrade e outros.

16 de junho


Fabiana Cozza e Marcelino Freire

Cantos Negreiros

Freire lê/interpreta trechos do seu livro Contos Negreiros, enquanto Fabiana canta/interpreta canções afro-brasileiras, num espetáculo em que a palavra e o canto estão misturados, um dando ritmo ao outro. No repertório, músicas de Chico César, Dorival Caymmi, Paulo César Pinheiro e até Roberto Carlos. Canções que ganham outro significado se ouvidas no contexto dos textos de Freire. Contos e cantos ditos e entoados com uma certa ginga, um certo humor, uma certa melancolia.

Participação do percussionista Douglas Alonso.

23 de junho


Assis Ângelo, Sebastião Marinho e Luzivan Matias

Sarau Matuto

Apresentação de poemas de autores nordestinos do século XIX e do limiar do século XX, esquecidos da memória coletiva, e também algumas modalidades e regras do chamado mundo da cantoria. Assis Ângelo declamará os poemas e a dupla de cantadores repentistas Sebastião Marinho e Luzivan Matias o acompanharão ao som das violas.

30 de junho


Inscrições para os cursos:

De 25 a 28 de abril e 2 a 5 de maio, de segunda a sexta, das 9 às 19h, e sábado das 10 às 16h, pessoalmente ou pelo telefone 3082 5023. As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição.



Todas as atividades são gratuitas.



BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA


Av. Henrique Schaumann, 777 - Pinheiros

Tel. 3082 5023 - 3063 3064



by Universo da Letras

Vida de Inseto

Eu não sei porque esse título, mas foi o primeiro que veio. Eu não sou muito bom pra títulos, meus textos, na maioria, são batizados por outros. Nome é uma coisa complicada de dar, nomear é algo delicado. Ao nomearmos algo, escolhemos entre milhões de possibilidades uma e não tem mais volta, dado o nome a coisa será ele.
Eu nem sei porque estou falando disso, mas... quando nomeamos alguém de forma diferente, damos um apelido e tal, acreditamos, que de certa forma estabelcemos um vínculo mais intímo com essa pessoas. Seja esse nome carinhoso ou pejorativo, nós nos demos ao trabalho de criá-lo e diante de nós o fulano não é mais o que era, tem uma identidade única, as vezes, só nossa.
É engraçado como as crianças fazem isso. Com frequência absurda. Ela saem destribuindo nomes novos para todos os lado, aquela porção criadora dela, ainda tão viva e pouco podada, cria o desejo de nomear tudo de forma especial. Pejorativamente na maioria, no entanto, como já disse, estabelenco elos intímos com tudo o que os rodeia. Na juventude, ninguém tem o nome de batismo.
Eu já tive muitos nomes e ainda hoje tenho vários. Durante muito tempo foi um tabu para mim falar deles, principalmente os antigos. Contudo hoje, com fios mais brancos na cabeça, os analiso sem medo, encarando meus fantasmas.
Um dos que mais me marcou foi Flor. Era um nome dado pelos garotos do colégio, pois eu sempre tive uma voz muito fina e um jeito muito afetado de muleque mimado. Olhar para essa Flor era como divisar a coroa do meu enterro. Horrível. Com o tempo eu aceitei o cheiro floril e comecei a pensar, tudo bem, mas que flor era essa? Margarida? Cravo? Crisantemo? Rosa? Lírio? Impossível saber, a maioria daqueles que criaram esse nome para mim nem se lembram, e acho que sinceramente nunca pensaram nisso... mas eu penso, penso categoricamente e nunca cheguei nem perto da resposta. Além de Flor, já vieram coisas como Orisvaldo, Doni, Faustinho, Rolha de Poço, Baleia Branca, Estranho, Louco e Meu Amor, Meu Anjo... ditos em menos quantidade mas guardados por mim com a mesma saudosidade.
Me perco no texto.
Nomes. Stanislaw fala sobre nomes e que é intolerável um fracote com nome de Hércules e um Hércules com nome de Mimoso. Quando criei o nome do Hipocentro, ou melhor, escolhi esse nome para representar meu blog, site, e mais o que viesse para expressar minhas idéias, não tinha entendido a seriedade da coisa. A força do que Hipocentro significa exige muito das ações e resultados do que o movimento deve repercurtir. E eu, sinceramente, não me vejo fazendo nada demais, onde estão os epicentros? Um pequeno tremor? talvez... Uma antitese, ou paradoxo, ou incoerência? ... Provavelmente.
Acho que esse texto merece outro nome: Lixo.
rs
té mais

Um tremor nas estruturas? Não há nome que garanta isso. Mas... se é a proposta...

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Assuntos da Nossa Língua

Está para entrar em vigor a unificação da Língua Portuguesa que prevê, entre outras coisas, um alfabeto de 26 letras.

"A frequência com que eles leem no voo é heroica!".

Ao que tudo indica, a frase inicial desse texto possui pelo menos quatro erros de ortografia. Mas até o final do ano, quando deve entrar em vigor o "Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa", ela estará corretíssima. Os países-irmãos Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste terão, enfim, uma única forma de escrever.

As mudanças só vão acontecer porque três dos oito membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) ratificaram as regras gramaticais do documento proposto em 1990. Brasil e Cabo Verde já haviam assinado o acordo e esperavam a terceira adesão, que veio no final do ano passado, em novembro, por São Tomé e Príncipe.

Tão logo as regras sejam incorporadas ao idioma, inicia-se o período de transição no qual ministérios da educação, associações e academias de letras, editores e produtores de materiais didáticos recebam as novas regras ortográficas e possam, gradativamente, reimprimir livros, dicionários, etc.

O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês e o espanhol. A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros.

Com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja modificado. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada. Mas apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.

O que muda:

As novas normas ortográficas farão com que os portugueses, por exemplo, deixem de escrever "húmido" para escrever "úmido". Também desaparecem da língua escrita, em Portugal, o "c" e o "p" nas palavras onde ele não é pronunciado, como nas palavras "acção", "acto", "adopção", "baptismo", "óptimo" e "Egipto".

Mas também os brasileiros terão que se acostumar com algumas mudanças que, a priori, parecem estranhas. As paroxítonas terminadas em "o" duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de "abençôo", "enjôo" ou "vôo", os brasileiros terão que escrever "abençoo", "enjoo" e " voo".

Também não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus decorrentes, ficando correta a grafia "creem", "deem", "leem" e "veem".

O trema desaparece completamente. Estará correto escrever "linguiça", "sequência", "frequência" e "quinquênio" ao invés de lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio.

O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação do "k", do "w" e do "y" e o acento deixará de ser usado para diferenciar "pára" (verbo) de "para" (preposição). Outras duas mudanças: criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como "louvámos" em oposição a "louvamos" e "amámos" em oposição a "amamos", além da eliminação do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia".

Antônio Houaiss

A escrita padronizada para todos os usuários do português foi um estandarte de Antônio Houaiss, um dos grandes homens de letras do Brasil contemporâneo, falecido em março de 1999. O filólogo considerava importante que todos os países lusófonos tivessem uma mesma ortografia. No seu livro "Sugestões para uma política da língua", Antônio Houaiss defendia a essência de embasamentos comuns na variedade do português falado no Brasil e em Portugal .

Fontes para comentar o assunto:

William Roberto Cereja - Mestre em Teoria Literária pela USP, Doutor em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Professor graduado em Português e Lingüística e licenciado em Português pela Universidade de São Paulo (USP), Professor da rede particular de ensino em São Paulo e Autor de obras didáticas.

Marcia Paganini Cavéquia - Professora graduada em Português e Literaturas de Língua Portuguesa; Inglês e Literaturas de Língua Inglesa pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Pós-graduada em Metodologia da Ação Docente pela UEL, Palestrante e consultora de escolas particulares e secretarias de educação de diversos municípios e Autora de livros didáticos.

Cassia Garcia de Souza - Professora graduada em Português e Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Pós-graduada em Língua Portuguesa pela UEL, Palestrante e organizadora de cursos para professores da rede de ensino, Assessora pedagógica e Autora de livros didáticos.

Fonte:

www.comunique-se.com.br

Programa de Estudos Pós-Graduados em Filosofia
PUC/SP
Rua Ministro Godói, 969, 4º andar, sala 4E-16
São Paulo - SP
CEP: 05015-901
Fone: (11) 3670-8417
e-mail: posfil@pucsp.br

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Sem assunto...

Eu prometi falar sobre o texto da peça. No entanto não estou animado para tanto. Deixemos por hora.

Hoje foi aula de roteiro na Quanta Academia com o gênio Octavio Cariello. Cada aula vai além do assunto de roteiro e viaja por universos fantásticos.

Conversando com meu camarada Luciano Vieira Francisco, alcunha Malacafento e extraindo idéias de um papo com outro chegado, Roger, do curso, cheguei a conclusão que um Blog, digno de convites, deve ter uma temática, deve estar voltado para um assunto mais objetivo e menos introspectivo como um diário de bordo de uma vida sem-graça.

Isso me corroeu os neurônios e eu cheguei a conclusão que não sei do que falar, pois não entendo de nada. Invejo essas pessoas que entendem muito de um assunto, como é um caso de um amigo que sabe tudo sobre vinhos, outro sobre desenho, outro sobre cinema e até um que entende tudo sobre sapatos. Eu não sei nada específico e isso é péssimo para um blog que não queira virar um espaço de copia e cola. Sendo assim, eu ainda não sei para onde vou e que epicentro meu hipocentro vai atingir.

Fecho assim mais uma edição do diário de bordo de Claudio Brites, falando diretamente da Liberdade onde nada acontece.

Té mais.

domingo, 15 de abril de 2007

FoLhAs Ao VeNtO


Folhas ao Vento.
Livro que reúne uma seleta de contos e microcontos. É a 4º antologia na Editora Andross que publico um texto. Sei como as pessoas torcem o nariz para antologias. Ainda mais pela falta de crivo da maioria delas. Contudo, eu não publicaria em uma antologia que não fosse organizada com seriedade e que soubesse que a maioria dos textos os quais me acompanham são de qualidade. Meu amigo Kizzy Ysatis começou na Andross. O Editor, Edson Rossatto, em sua chateza inata tem um olhar severo sobre o que coloca no papel, pois sabe que fazer dinheiro é fácil, mas ser sinônimo de qualidade é uma conquista.
Bem, falei demais e não fiz a propaganda básica. Aí vai:
Folhas ao Vento.
Lançamento em 29 /04 dás 18h às 21h no Espaço Haroldo de Campos, a Casa das Rosas.
Av Paulista, 37. Próximo ao Metrô Brigadeiro.
Além do meu conto, temos um do ilustríssimo Tiago Araújo, do antenado Samuel DC que também é o responsável pela ilutração de capa, Denize Müller - revelação literária, fantástica - e o multimídia Ely Guimarães.
Venha nos prestigiar! Vai rolar um som ao vivo e provavelmente algum esquete teatral se Tiago e eu tivermos vergonha na cara apra organizar.
Té mais.

Grandes Expectativas

Eu não gosto de cerimônias de casamento. Se eu tivesse casado de forma convencional acho que não apareceria nem na minha. Cerimônias de casamento geram expectativas e eu odeio expectativas.

Elas, as expectativas, e até certo ponto as cerimônicas de casamento, existem para serem frustradas. Quanto maior a cerimônia, maior a expectativa que ela gera. Será que valeu a pena toda essa decoração? Gastaram um dinheiro, pra logo logo ir cada um para um lado! Não gosto de expectativas.

Todas as vezes que criei expectativas sobre alguma coisa me frustrei. Minha imaginação fértil sempre projetou tudo de forma muito melhor, ou pior, do que realmente foi na hora. Acho que as expectativas estão no campo de estudo do Tio Murph. Eu gosto do Tio Murph. Ele não erra nunca.

Ontem fui assitir uma peça de Teatro no Centro Cultural Banco do Brail: Relato Intimo de Madame Shakespeare. Trata sobre casamento e expectativas. Selma Egrei está fantástica e a Maria Manoella também tem momentos muito bons. Agradeço a linda Mariana do CCBB pelos convites, Puta Presente de aniversário. Depois eu comento sobre o texto. Agora vou trabalhar. Isso! Trabalhar no domingo. Eu não ligo. Não gero expectativas sobre meus domingos.

Abraços e Té mais!

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Blogueiro!? É sua mãe aquela...

Confesso que relutei para iniciar um blogue. Medo de avaliarem o que escrevo? De descobrirem que sou um Professore de Português que comete crimes contra a gramática? Não. Depois do Gigolô das Palavras eu não tenho mais nenhum afeto pela Norma.
Meu receio habitava o campo da preguiça e da falta de comprometimento. Sei que não há obrigação em manter o espaço atualizado, mas que graça teria abrir um caderno e deixá-lo lá, entregue às traças virtuais? Ou faz ou não faz.
Estou fazendo. Aqui, minha tentativa. Ainda não sei o que será isto, se um blog cultural diverso, ou um espaço literário, um diário adolescente a lá Anos Incríveis, um bordado de minhas peripécias semi-eróticas.
Talvez um canto de notícias sobre os artistas, seria bom pra publicidades.
Não sei. Vou vendo com o tempo. Mas fiz. E espero que dê tudo certo.
Amém.