Faz já um tempinho. Regularidade no blog é mais difícil que na menstruação. Que vou dizer eu? Saudade. Saudade desse espaço onde eu escrevo livremente. Sem pensar em reescrita. Pecado.
O LivroNegro vai bem... tem coisa muito boa chegando.
Semana que vem vou pra FLIP 2007, vou tentar divulgar lá.
Falando em FLIP. Nelson Rodrigues é foda! Meu, nunca tinha lido crônicas dele. Eu sei, eu sei... tá pode apedrejar... acabou? então, DUCARALHO... A Cabra Vadia é prato de primeira.
Ansioso. Nervoso. Com caganeira.
vamos ver no que dá.
té mais
beijim
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Esquete Calendoscópio
Trecho da peça Calendoscópido que estou escrevendo para as crianças encenarem.
Em público
(Música Tema do Filme Titanic do Cameron. Um homem e uma mulher parodiam a cena clássica onde Leonardo di Caprio e Kate Wistley estão na proa do barco. Entra um guarda.)
Guarda - Que que tá pegando aqui? Safadeza essa em público.
(O homem desliga o radinho de pilha e a música pára.)
Homem - O dotor desculpe é que ela queria um momento romântico na bêra do cais.
Guarda - Pois o Senhor saiba que aqui é espaço público e não motel.
Homem - O dotor tem razão. Mas a gente não tava usando como motel não...
Mulher - Mas se o espaço é público, porque não podemos ficar aqui?
Homem - Amor!
Mulher - É só uma pergunta.
Guarda - O espaço é público, mas restrito.
Mulher - Ora, para quem?
Homem - Querida!
Guarda - As pessoas autorizadas.
Mulher - Então não é publico. É privado.
Homem - Vamos embora!
Mulher – Não. Quero saber. Eu sou o público, o espaço não é pra mim, é restrito, então é privado?
Guarda - É do governo.
Mulher - Ah. Então é público. Pagamos nossos impostos: podemos ficar.
Guarda - Não, não, não. Este lugar não está incluído nos impostos. Só entra quem tem autorização.
Mulher – E o que está?
Guarda – Pracinhas. Cadeia.
Homem – Ai meu Deus... Vamos!
Mulher – Eu não aceito.
Guarda - Olha minha senhora.
Homem - Sua não.
Guarda - Olha aqui Senhora dele.
Homem - Nem dele. Conheci faz uma semana.
Guarda - Olha aqui Senhora da Senhora mesma. Existem vários tipos de espaços públicos. Esse aqui não é para isso.
Mulher - Isso o que?
Guarda - Seja lá o que vocês estejam querendo tornar público.
Mulher - O Senhor está insinuando demais.
Guarda - Negativo. Só quero dizer que, aqui, só as pessoas autorizadas podem ficar.
Mulher - Como o senhor?
Homem - Chega.
Guarda - Claro. Eu guardo isso aqui. Sou funcionário público.
Mulher - Então é nosso funcionário?
Guarda - Até parece! Sou público e não DO Público.
Mulher - Ah. Entendi. Também não está incluído no pacote dos impostos.
Homem – Ai ai ai.
Guarda - Olhe. Existem coisas públicas que são para o público e existem coisas públicas que são para homens públicos. A senhora é uma mulher pública?
Mulher - Pois me respeite! Amor!? Você vai deixar assim? E diante do público?
Homem – Eu não quero saber. Você provocou. E eu não quero ficar discutindo com esse homem público, pois vai que ele me enfia numa cadeia pública... Vamos. Meu barco já afundou e essa marola está me dando enjôo. Desculpa dotor. Vamos.
(eles saem, fica só o guarda que liga o rádio, sobe na beira do cais e fica de braços aberto como Leonardo di Caprio)
Em público
(Música Tema do Filme Titanic do Cameron. Um homem e uma mulher parodiam a cena clássica onde Leonardo di Caprio e Kate Wistley estão na proa do barco. Entra um guarda.)
Guarda - Que que tá pegando aqui? Safadeza essa em público.
(O homem desliga o radinho de pilha e a música pára.)
Homem - O dotor desculpe é que ela queria um momento romântico na bêra do cais.
Guarda - Pois o Senhor saiba que aqui é espaço público e não motel.
Homem - O dotor tem razão. Mas a gente não tava usando como motel não...
Mulher - Mas se o espaço é público, porque não podemos ficar aqui?
Homem - Amor!
Mulher - É só uma pergunta.
Guarda - O espaço é público, mas restrito.
Mulher - Ora, para quem?
Homem - Querida!
Guarda - As pessoas autorizadas.
Mulher - Então não é publico. É privado.
Homem - Vamos embora!
Mulher – Não. Quero saber. Eu sou o público, o espaço não é pra mim, é restrito, então é privado?
Guarda - É do governo.
Mulher - Ah. Então é público. Pagamos nossos impostos: podemos ficar.
Guarda - Não, não, não. Este lugar não está incluído nos impostos. Só entra quem tem autorização.
Mulher – E o que está?
Guarda – Pracinhas. Cadeia.
Homem – Ai meu Deus... Vamos!
Mulher – Eu não aceito.
Guarda - Olha minha senhora.
Homem - Sua não.
Guarda - Olha aqui Senhora dele.
Homem - Nem dele. Conheci faz uma semana.
Guarda - Olha aqui Senhora da Senhora mesma. Existem vários tipos de espaços públicos. Esse aqui não é para isso.
Mulher - Isso o que?
Guarda - Seja lá o que vocês estejam querendo tornar público.
Mulher - O Senhor está insinuando demais.
Guarda - Negativo. Só quero dizer que, aqui, só as pessoas autorizadas podem ficar.
Mulher - Como o senhor?
Homem - Chega.
Guarda - Claro. Eu guardo isso aqui. Sou funcionário público.
Mulher - Então é nosso funcionário?
Guarda - Até parece! Sou público e não DO Público.
Mulher - Ah. Entendi. Também não está incluído no pacote dos impostos.
Homem – Ai ai ai.
Guarda - Olhe. Existem coisas públicas que são para o público e existem coisas públicas que são para homens públicos. A senhora é uma mulher pública?
Mulher - Pois me respeite! Amor!? Você vai deixar assim? E diante do público?
Homem – Eu não quero saber. Você provocou. E eu não quero ficar discutindo com esse homem público, pois vai que ele me enfia numa cadeia pública... Vamos. Meu barco já afundou e essa marola está me dando enjôo. Desculpa dotor. Vamos.
(eles saem, fica só o guarda que liga o rádio, sobe na beira do cais e fica de braços aberto como Leonardo di Caprio)
quarta-feira, 6 de junho de 2007
O Livro Negro dos Vampiros
O mercado editorial brasileiro tenta se abrir para novos autores. Centenas de antologias aparecem com o intuito de reunir novos trabalhos e divulgá-los. Contudo a maioria dessas organizações são depósitos de entulho, de escritores que escrevem muito, mas reescrevem pouco. Trabalhos mal-acabados e que caminham no limiar da superficialidade. Isso faz com que as pessoas torçam o nariz para as antologias e as grandes editoras não levem muito a sério os autores que começam por esses meandros, sendo que o intuito era o inverso.
O Livro Negro dos Vampiros será uma antologia de vampiros com a missão de reunir textos de primeira qualidade. Para tanto, procuramos escritores incansáveis que sabem que um bom texto exige 10% de inspiração e 90% de transpiração. Reuniremos textos, como diz o título, negros, envoltos nas trevas profundas da mitologia nosferatu. Todos os interessados devem ler o nosso regulamento no www.andross.com.br e, caso concorde, enviar o texto para cláudio@andross.com.br. Os autores escolhidos terão a certeza de fazerem parte de uma publicação de qualidade, porta de entrada pela frente no mundo editorial e na literatura brasileira.
O Livro Negro dos Vampiros será uma antologia de vampiros com a missão de reunir textos de primeira qualidade. Para tanto, procuramos escritores incansáveis que sabem que um bom texto exige 10% de inspiração e 90% de transpiração. Reuniremos textos, como diz o título, negros, envoltos nas trevas profundas da mitologia nosferatu. Todos os interessados devem ler o nosso regulamento no www.andross.com.br e, caso concorde, enviar o texto para cláudio@andross.com.br. Os autores escolhidos terão a certeza de fazerem parte de uma publicação de qualidade, porta de entrada pela frente no mundo editorial e na literatura brasileira.
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